Plano de entrada em produção

Virada AZ 3.0

O que ainda falta para publicar a versão 3.0 — organizado por frente de trabalho, com o risco de cada uma e a ordem em que devem acontecer.

  • Projeto AZ Collections
  • Data Agosto de 2026
  • Destinatário Product Owner

Contexto

A versão 3.0 do AZ Collections é uma reconstrução do aplicativo e uma evolução grande do servidor. Hoje ela roda inteira num ambiente de homologação, com uma cópia dos dados reais, e é testada por um aplicativo de demonstração distribuído pelo TestFlight.

O que falta é a virada para produção: fazer o servidor de verdade atender a versão nova, migrar os dados dos usuários reais e publicar o aplicativo nas lojas. Três decisões já estão tomadas e orientam todo o resto.

Como o app chega ao usuário
Atualização do app atual

Mesma ficha nas lojas. Quem já tem o app recebe a 3.0 como atualização.

O que acontece com os dados
Mesmo banco, atualizado no lugar

Não é banco novo. Exige janela de manutenção e cópia de segurança antes.

Onde os serviços novos rodam
Num segundo servidor

Mídia, chat 3.0 e dashboard saem para uma máquina própria. O servidor atual fica só com o servidor principal.

Onde estamos hoje

Em andamento

A construção do produto

O aplicativo 3.0, o servidor principal, o serviço de mídia e o chat reconstruído já rodam em homologação contra uma cópia dos dados reais. O que segue em curso é o acabamento: ajustes de tela, correções apontadas nos testes e o que só aparece em aparelho real.

Ensaiado

A migração já foi testada

O roteiro de migração foi executado em 11/08 sobre uma cópia do banco de produção. Sabemos quanto demora, o que falha no meio e como contornar.

Mapeado

A necessidade de infraestrutura

O servidor de produção atual — 2 núcleos, 8 GB — já hospeda o servidor principal, a dashboard e o chat antigo. Colocar mídia e chat 3.0 na mesma máquina não cabe: a análise automática de imagem e vídeo roda ali dentro e disputaria processamento com o checkout do cliente. A saída é um segundo servidor, e ele já está dimensionado.

Inexistente

O serviço de mídia nunca subiu

É o único dos quatro que nunca rodou em produção. O código de instalação existe e a esteira está pronta; falta endereço na internet, certificado e banco — tudo no servidor novo.

Parado

O chat 3.0 está pronto e não publicado

O que atende os usuários hoje é o chat antigo, que roda debaixo do endereço do servidor principal. A versão reconstruída — com negociação, propostas e troca — está pronta há meses e nunca foi ao ar. Como os dois usam endereços diferentes, podem conviver durante a virada.

As seis frentes de trabalho

01

Preparar o servidor novo e publicar mídia e chat

Risco médio

Hoje existe um único servidor de produção, com 2 núcleos e 8 GB, e nele já rodam três coisas: o servidor principal, a dashboard e o chat antigo. O plano anterior previa somar aí o serviço de mídia e o chat 3.0 — cinco serviços na mesma máquina.

Isso não cabe, e o motivo não é memória: é processamento. O serviço de mídia analisa cada imagem e cada vídeo com dois modelos de inteligência artificial que rodam na própria máquina. Enquanto uma análise acontece, os dois núcleos ficam ocupados — e quem perde processamento é o servidor principal, no meio de um checkout. O sintoma apareceria como lentidão na compra, longe da causa real.

A decisão, portanto, é contratar um segundo servidor e mudar o desenho: o servidor atual fica só com o servidor principal, e o novo recebe mídia, chat 3.0 e dashboard.

O que joga a favor do prazo

O banco de dados e a fila de mensagens de produção já ficam fora dessa máquina. Os serviços não guardam nada localmente, então mudá-los de servidor é reinstalar e apontar o endereço — não migrar dados. E a dashboard vai primeiro, como ensaio: ela já existe, é de uso interno, e valida instalação, certificado e troca de endereço com risco baixo antes de mexer no que o usuário enxerga.

Dimensionamento

Com a análise automática de conteúdo ligada, o servidor novo precisa de 4 núcleos e 16 GB como piso confortável. Sem ela, 2 e 8 bastariam — mas aí se abre mão de barrar conteúdo impróprio antes de publicar, que é proteção de marca, não enfeite. A recomendação é dimensionar para ligá-la.

A mídia sobe antes, e já em produção

Publicar a instância de produção do serviço de mídia desde já, e apontar o ambiente de homologação para ela.

Testadores, investidores e a equipe interna passam a postar vídeos usando o aplicativo de homologação, mas o conteúdo é gravado direto no banco de produção. Assim, no dia do lançamento, o AZ Play não estreia vazio: já existe conteúdo real, publicado por gente de verdade, esperando o primeiro usuário.

É a resposta para o problema clássico de rede social nova — ninguém publica onde não há nada para ver, e não há nada para ver porque ninguém publica. Também rende semanas de uso real do serviço de mídia antes da virada, que é o único dos quatro sem nenhum histórico em produção.

Dois cuidados que essa decisão exige

1. O conteúdo é definitivo. O que for postado nesse período fica no banco de produção e vai aparecer para os usuários reais. Quem participar precisa saber disso, e é preciso ter como remover uma publicação específica depois — hoje não há tela de administração para o AZ Play.

2. O autor precisa existir dos dois lados. O vídeo fica associado à conta de quem publicou. Se a conta usada em homologação tiver identificador diferente do que terá em produção, o conteúdo chega ao lançamento sem dono. Como a homologação roda sobre uma cópia dos dados reais, é provável que os identificadores coincidam — mas isso precisa ser confirmado antes de a primeira pessoa publicar, não depois.

É trabalho conhecido, mas inédito para o serviço de mídia — não há histórico de que deu certo antes. Subi-lo semanas antes da virada, com uso real, transforma essa incerteza em rotina testada.

02

Configuração dos ambientes

Risco médio

Esta é a frente mais barata de resolver e a que mais provavelmente causaria uma falha logo no primeiro dia — porque o problema não aparece em teste, aparece na hora da publicação. O levantamento da configuração real de cada serviço mostrou o seguinte:

  • Servidor principal: faltam 17 configurações que existem em homologação e não existem em produção. Uma delas é obrigatória para o sistema subir — sem ela, a publicação falha e nada entra no ar. Outras causam falhas silenciosas: o login com Google para de aceitar todo mundo, ou uma aba do aplicativo nasce vazia para sempre.
  • Serviço de chat: faltam 11 configurações, três delas obrigatórias. A publicação do chat em produção também falharia hoje, no primeiro passo.
  • Serviço de mídia: o ambiente de produção não existe. Precisa ser criado do zero, com cerca de 11 configurações obrigatórias.

Ainda nesta frente: a credencial de integração com a transportadora está vencida desde 03/07. A renovação é manual e exige estar logado na conta certa — e há uma pegadinha conhecida: conferir se a credencial funciona já a consome. Não se testa, renova-se direto.

03

Migração dos dados

Risco médio

A parte mais delicada e, felizmente, a mais bem documentada. O roteiro já foi ensaiado com uma cópia real dos dados.

O banco de produção recebe 45 atualizações de estrutura acumuladas — algumas renomeiam campos, outras preenchem informações que a 3.0 precisa e a versão antiga não guardava. O ensaio mediu pouco mais de um minuto para essa etapa. Depois vêm os preenchimentos automáticos, de 15 a 25 minutos: endereços dos usuários (sem isso o cálculo de frete falha na compra), nomes separados em nome e sobrenome, apelidos de usuário para quem nunca teve, e os interesses que alimentam o feed.

Três coisas que o ensaio revelou

  • Existe uma inconsistência conhecida no histórico do banco que trava a publicação se não for corrigida antes. O comando de correção existe e é rápido.
  • Um passo é fácil de esquecer e tem consequência visível: sem ele, a tela de anunciar produto abre sem nenhuma categoria — ninguém consegue vender.
  • Duas atualizações alteram dados que o usuário vê: coleções com nome repetido ganham um sufixo, e o contador de seguidores muda para quem tinha registros duplicados. É correção, não defeito — mas é visível, e vale decidir se comunicamos.
04

O aplicativo nas lojas

Risco médio

O aplicativo hoje é construído apontando para homologação e com uma identidade de demonstração. Para ir às lojas, precisa ser reconfigurado para produção — e duas configurações faltando desligam funcionalidades sem avisar:

  • Notificações no iPhone não vão funcionar. A permissão técnica foi configurada apenas na versão de demonstração. O aplicativo instala, abre e funciona — mas nenhuma notificação chega, e não há mensagem de erro.
  • O Apple Pay não vai aparecer. Mesma causa: o botão simplesmente não é exibido.

A chave de pagamento também troca. Hoje o aplicativo usa a chave de testes; na produção entra a real — e a partir daí toda compra cobra de verdade. O certificado de Apple Pay em uso é do ambiente de testes; produção exige um cadastro novo.

Vale registrar que o aplicativo 2.x publicado hoje já tem trava de versão: ao abrir, ele verifica a loja e, se houver versão nova, mostra um aviso que não pode ser fechado e leva o usuário à atualização. Na prática, a migração da base para a 3.0 é obrigatória e imediata.

Falta ainda, na ficha das lojas: capturas de tela da 3.0, textos de descrição e os formulários de privacidade da Apple e do Google, que precisam declarar tudo que o aplicativo coleta.

05

Validação em produção

Risco médio

Há uma classe de verificação que só existe em produção — nenhum ambiente de teste a reproduz, porque depende de credenciais e integrações reais.

A principal é o pagamento com dinheiro de verdade. Assim que a chave de produção entra, a primeira compra cobra de fato. Vale planejar uma compra controlada, de valor baixo, feita pela equipe, com estorno em seguida — é o único jeito de provar que a cadeia inteira funciona: cobrança, repasse ao vendedor e comprovante.

Na mesma categoria entram o cálculo de frete com a credencial real da transportadora, o envio de notificação pelo servidor de produção e o Apple Pay, que exige aparelho físico — o simulador gera um pagamento que nenhum meio de pagamento consegue processar.

O que precisa ser combinado é quando: essa validação acontece depois da virada do servidor e antes de liberar o aplicativo para o público, na janela em que a equipe já está na versão nova e os usuários ainda não.

06

Visibilidade de erros no aplicativo

Risco médio

Não é bloqueante para a virada, mas define a capacidade de reagir logo depois dela.

Sem visibilidade de erros no aplicativo

Hoje, se o aplicativo apresentar erro em produção, não temos como saber. As ferramentas de monitoramento estão instaladas mas não estão ligadas no código. Subir para a loja assim significa depender do usuário reclamar para descobrir que algo quebrou.

Resumo dos riscos

Ordenado por gravidade. A forma do marcador acompanha a cor, para leitura sem depender dela.
Risco Gravidade Situação
Configurações faltando nos ambientes Média Mapeado item a item, resolve rápido
Serviço de mídia nunca rodou em produção Média Documentado, mas inédito. Vai no servidor novo, e sobe antes para ganhar uso real
Sem monitoramento de erros Média Resolve rápido, alto retorno
Migração dos dados Média Roteiro ensaiado, bem documentado
Validação que só existe em produção Média Precisa de janela combinada entre a virada e a liberação
Aprovação das lojas Baixa Prazo externo, fora do nosso controle