Preparar o servidor novo e publicar mídia e chat
Risco médio
Hoje existe um único servidor de produção, com 2 núcleos e 8 GB, e nele já
rodam três coisas: o servidor principal, a dashboard e o chat antigo. O plano anterior
previa somar aí o serviço de mídia e o chat 3.0 — cinco serviços na mesma máquina.
Isso não cabe, e o motivo não é memória: é processamento. O serviço de
mídia analisa cada imagem e cada vídeo com dois modelos de inteligência artificial que
rodam na própria máquina. Enquanto uma análise acontece, os dois núcleos ficam ocupados — e
quem perde processamento é o servidor principal, no meio de um checkout. O sintoma
apareceria como lentidão na compra, longe da causa real.
A decisão, portanto, é contratar um segundo servidor e mudar o desenho:
o servidor atual fica só com o servidor principal, e o novo recebe
mídia, chat 3.0 e dashboard.
O que joga a favor do prazo
O banco de dados e a fila de mensagens de produção já ficam fora dessa
máquina. Os serviços não guardam nada localmente, então mudá-los de servidor é
reinstalar e apontar o endereço — não migrar dados. E a dashboard vai primeiro, como
ensaio: ela já existe, é de uso interno, e valida instalação, certificado e troca de
endereço com risco baixo antes de mexer no que o usuário enxerga.
Dimensionamento
Com a análise automática de conteúdo ligada, o servidor novo precisa de
4 núcleos e 16 GB como piso confortável. Sem ela, 2 e 8 bastariam — mas aí
se abre mão de barrar conteúdo impróprio antes de publicar, que é proteção de marca, não
enfeite. A recomendação é dimensionar para ligá-la.
A mídia sobe antes, e já em produção
Publicar a instância de produção do serviço de mídia desde já, e apontar o ambiente de
homologação para ela.
Testadores, investidores e a equipe interna passam a postar vídeos usando o aplicativo de
homologação, mas o conteúdo é gravado direto no banco de produção. Assim,
no dia do lançamento, o AZ Play não estreia vazio: já existe conteúdo real, publicado por
gente de verdade, esperando o primeiro usuário.
É a resposta para o problema clássico de rede social nova — ninguém publica onde não há
nada para ver, e não há nada para ver porque ninguém publica. Também rende semanas de uso
real do serviço de mídia antes da virada, que é o único dos quatro sem nenhum histórico em
produção.
Dois cuidados que essa decisão exige
1. O conteúdo é definitivo. O que for postado nesse período fica no banco
de produção e vai aparecer para os usuários reais. Quem participar precisa saber disso, e
é preciso ter como remover uma publicação específica depois — hoje não há tela de
administração para o AZ Play.
2. O autor precisa existir dos dois lados. O vídeo fica associado à conta
de quem publicou. Se a conta usada em homologação tiver identificador diferente do que
terá em produção, o conteúdo chega ao lançamento sem dono. Como a homologação roda sobre
uma cópia dos dados reais, é provável que os identificadores coincidam — mas isso precisa
ser confirmado antes de a primeira pessoa publicar, não depois.
É trabalho conhecido, mas inédito para o serviço de mídia — não há histórico de que deu
certo antes. Subi-lo semanas antes da virada, com uso real, transforma essa incerteza em
rotina testada.